A ESTRADA REAL- ENTRE OURO PRETO E TIRADENTES- MG

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              A Estrada Real, antigo trajeto utilizado para levar ouro de Minas Gerais ao litoral e de lá seguir para Portugal merece ser percorrida sem pressa, no legítimo jeitinho mineiro de ser. Pelas cidades ao longo do caminho, o turista encontrará o maior conjunto arquitetônico colonial do Brasil, comida boa, artesanato e um povo muito acolhedor. É uma viagem deliciosa em todos os sentidos que a palavra pode oferecer. De Ouro Preto (MG) até Paraty (RJ) são 636 quilômetros que antigamente eram percorridos em cerca de três meses pelos exploradores. Passeando pela região você fica imaginando o quanto de ouro foi levado do Brasil para a Europa e isso é motivo de muita indignação para nós. Continuar lendo

MARIANA- MINAS GERAIS

mariana1                Mariana, cidade vizinha de Ouro Preto, merece a visita não só pelo fato de ser a primeira cidade de Minas Gerais, mas também por preservar muito bem o estilo colonial (foto ao lado) da época em que virou cenário na corrida pelo ouro. Foi ali que teve início a corrida pelo mineral nos idos de 1690, quando Fernão Dias Paes encontrou ouro por acaso.

                Para chegar a Mariana pegamos o trem que parte de Ouro Preto e realiza um percurso de cerca de 19 km, passando por montanhas, rios e uma cachoeira. A dica mais valiosa é sentar no lado direito para conseguir apreciar a vista. Chegue com pelo menos meia hora de antecedência para garantir um bom lugar. Comprando ida e volta sai o passeio sai por R$56,00. Cada trecho separadamente custa R$40,00. Lemos várias indicações desse passeio. É bonito, mas nada muito sensacional. Vale a pena para aqueles que nunca andaram de maria-fumaça ou curtem esse tipo de passeio. O trajeto Ouro Preto- Mariana leva em torno de 50 minutos. O trem funciona apenas nos finais de semana. Continuar lendo

A TRAGÉDIA “DE MARIANA” E O TURISMO NA CIDADE

Mariana

Distrito de Bento Rodrigues após o rompimento da Barragem do Fundão

(Fonte:http://oglobo.globo.com/brasil/regiao-das-barragens-em-mg-registrou-quatro-tremores-17981373)

                Era 5 de novembro quando olhávamos desacreditados e entristecidos a notícia do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana. Nos dias seguintes, imagens da maior tragédia ambiental da história do Brasil. O Rio Doce estava morto. Em meio às notícias, nos demos conta que estávamos com viagem programada para a região. E agora? Pois bem, nossa viagem a partir dali tinha um objetivo a mais: ver e ouvir das pessoas que ali vivem os impactos da tragédia para a cidade e região.

mariana1                Pouco menos de dois meses depois, chegamos em Mariana. Jamais esqueceremos dos relatos que ouvimos no dia 27 de dezembro, dois dias depois do Natal. A personagem principal dessa história é a Rose, recepcionista do Hotel Providência, um dos muitos da cidade que abriu as portas para receber quem tinha perdido tudo na tragédia. Passamos em frente do hotel e resolvemos entrar. Perguntamos para a Rose onde estavam vivendo as pessoas do Distrito de Bento Rodrigues. A partir dali ouvimos um relato de quase uma hora de quem vivenciou tudo. A Rose começou a trabalhar no Hotel justamente para ajudar quem ali chegava. Foram dias de muita tristeza e desolação. Pessoas que perderam todos seus bens materiais, documentos, registros de uma vida toda. Mais triste ainda aqueles que perderam seus familiares. A Rose nos contou que ali no hotel se hospedou a mãe de uma menininha morta no desastre. Segundo relatos, o número de mortes e desaparecidos é bem maior do que o divulgado na mídia. Continuar lendo